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Repercussão

Com base em dados, pesquisador europeu exalta sucesso da Copa no Brasil: "É bem melhor do que Olimpíadas Londres-2012"

02 Jul 2014

A Copa de 2014 ainda não acabou, mas já conseguiu dissipar ao menos parte do pessimismo que cercava o torneio internacionalmente. Um exemplo disso foi dado pelo pesquisador francês Dàvid Ranc, PhD pela Universidade de Cambridge e professor da ESSCA (Escola de Negócios da França). Em artigo publicado no blog "Free", formado por acadêmicos europeus que estudam futebol e interação com a sociedade, ele classificou o Mundial deste ano como um evento superior aos Jogos Olímpicos de 2012, realizados em Londres.

"Foram meses, se não anos, de notícias negativas sobre a Copa do Mundo de 2014. Antes de o evento começar, prometeram caos absoluto no Brasil. Os estádios não estariam prontos a tempo, e os espectadores deviam ser impedidos de viajar para as cidades porque a infraestrutura não estaria pronta ou porque os brasileiros não deixariam de protestar. Muitos comentários classificaram brasileiros como preguiçosos, não patrióticos e não confiáveis. E a menos que eu esteja enganado, nada disso aconteceu até agora", escreveu Ranc.

Publicado no dia 26 de junho, o post é o exemplo mais enfático da mudança de reversão que tem acontecido em veículos internacionais sobre a Copa de 2014. "Eu fui citado em um jornal francês em uma declaração sobre o Mundial ser, até agora, mais bem organizado do que os Jogos Olímpicos de Londres-2012. É meu dever dizer que isso não deturpa nenhuma opinião minha. Mantenho o que eu disse", finalizou o pesquisador.

 

Londres-2012 x Brasil-2014

A comparação de Ranc entre Londres-2012 e Brasil-2014 parte de uma série de problemas que o pesquisador encontrou nos Jogos Olímpicos realizados em solo britânico. As críticas dele ao evento europeu são alicerçadas em quatro aspectos:

 

Estádios vazios – Com vendas aquém do esperado, o Locog (Comitê organizador local dos Jogos Olímpicos) precisou recorrer a militares para preencher espaços vazios nas arenas esportivas de Londres-2012.

No Brasil: A Copa de 2014 tem média de 51.988 ingressos vendidos por jogo até as oitavas de final. Na história, o número perde apenas para os Mundiais de 2006 (52.491 pagantes por partida) e 1994 (68.991 pagantes por partida). Além disso, a competição deste ano tem ocupação média de 98,2% nos estádios. O volume de cadeiras preenchidas chegou a 99,3% no duelo entre Brasil e Croácia.

 

A segurança privada – A G4S, contratada para fazer a segurança privada nas arenas de Londres-2012, não conseguiu recrutar mão de obra suficiente. Mais uma vez, o Locog teve de pedir ajuda aos militares.

No Brasil: Em média, jogos da Copa de 2014 têm 900 agentes privados dentro de cada estádio. Agentes de segurança pública reforçam o contingente em situações extremas, mas isso não impediu que o Mundial tivesse problemas. Houve invasão de um grupo de chilenos no Maracanã, rojões disparados dentro do estádio na Arena Pantanal e falta de efetivo em Brasília, por exemplo.

 

O incidente diplomático – Em uma partida de futebol feminino, a seleção da Coreia do Norte foi apresentada com a bandeira da Coreia do Sul. Revoltadas, as jogadoras se recusaram a entrar em campo. Foram minutos de atraso até que a celeuma fosse contornada.

No Brasil: Segundo pesquisa feita pelo UOL com 117 jornalistas que cobriram a Copa no Brasil, o tratamento que eles receberam foi a maior surpresa positiva no país do Mundial. Entre os que responderam, 30,3% disseram que as pessoas são "amáveis", "acolhedoras" e outros adjetivos similares.

 

Uma invasora na abertura – Uma mulher misteriosa e não credenciada conseguiu se infiltrar na delegação da Índia e participou da cerimônia que abriu os Jogos Olímpicos de 2012.

No Brasil: O problema da abertura da Copa de 2014 foi bem diferente. A cerimônia que inaugurou o Mundial recebeu críticas em grande parte da imprensa internacional. O espanhol "AS", por exemplo, disse que "felizmente, a festa acabou rapidamente". O argentino "Olé" avaliou que as cantoras Claudia Leitte e Jennifer Lopez "salvaram a festa de um papelão".

 

A questão da percepção

A avaliação de Ranc é que existe uma visão distorcida sobre grandes eventos esportivos realizados nos diferentes hemisférios do planeta. Segundo ele, as competições do norte geram percepção positiva, mesmo que tenham problemas. No sul ocorre o inverso.

"O ponto é mostrar a distância que existe entre realidade e percepção. Quando um evento é organizado por um país do sul, o discurso e a memória são de um fiasco em potencial, mesmo que isso não se materialize. Se for feito por um país do norte, o discurso e a memória são de sucesso, mesmo se tiver sido um fiasco", ponderou Ranc. (DO UOL)

Veja a íntegra

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