Wednesday, 19 de June de 2019

ESPECIAL


A cura vai do físico ao emocional

31 Jul 2008

Ao ser detectado o tumor, o tratamento do paciente precisa ser bio-psico-social, ou seja, proceder com uma reabilitação além do físico. É necessário tratar o emocional e orientar as pessoas que convivem com o doente de câncer. Se trabalhados em conjunto, esses fatores proporcionam qualidade de vida e progresso no combate ao câncer.

Em Palmas, a especialista em psicologia de pacientes com câncer, Taiana Avelino Arrais, é um das profissionais que incentiva cada paciente a encontrar esta qualidade de vida.

Seu trabalho começa tão logo o paciente tenha conhecimento de que está com câncer. "Esta notícia causa choque e sofrimento inevitáveis. Em geral, os pacientes têm alguns comportamentos em comum: pensam que a vida acabou, apelam para todos os tipos de recursos, como os tratamentos alternativos e têm grande medo em não serem aceitos pela sociedade e principalmente pela família".

Esses problemas, porém, abalam alma de uma pessoa com câncer. Rejeitar o tratamento contra a doença pode parecer-lhe a solução. A saída pode estar na descoberta dos novos valores e novos caminhos para vida.

O caso de Rose Mari Costa, de 42 anos, que descobriu um nódulo na mama direita em outubro de 99, é prova deste quadro. Sua reação foi não assumir a doença e rejeitar o tratamento. "Quase perdi a vida por ignorar o câncer e não querer retirá-lo. Graças ao acompanhamento psicoterápico eu pude reagir e lutar, a tempo, contra ela", reconheceu Rose Mari, que após 6 anos da cirurgia, diz dar imenso valor à vida.  

De acordo com a Drª Taiana, o câncer de mama é o que mais afeta a estrutura emocional da mulher e principalmente sua feminilidade. "Até o auto-exame muitas recusam fazer. A perda da estética também contribui para a depressão do paciente. Na era dos "super-peitos", a mulher que precisa retira-los, sente-se rejeitada pelo namorado, marido e até mesmo pelos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade".

Já no caso de câncer de colo de útero a perda não é tão aparente. O choque é não poder mais engravidar.

Além dos pacientes, a equipe de enfermagem envolvida no tratamento, e principalmente, os familiares são peças chaves para que todo o trabalho prossiga em harmonia.  

Edith Corso Corppet sentiu o reflexo deste trabalho. Através do acompanhamento pisicológico, sua família soube dar o apoio necessário para a sua recuperação. "Vivo muito bem, sem nenhum complexo em ter retirado a mama. Meu marido sempre esteve comigo e temos uma vida sexual ativa e de qualidade".  

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