Tuesday, 16 de July de 2019

ESPECIAL


Gravidez Precoce

Aquilo que normalmente chamam de educação sexual, não tem nada de educação, diz Dom Alberto

07 Aug 2008

O arcebispo Metropolitano de Palmas, Dom Alberto Taveira, critica a "preocupação" dispensada pelo Estado e outras instituições em diminuir os índices de gravidez na adolescência. O arcebispo vê a pureza, castidade e prática da virtude como as soluções possíveis.

As estatísticas de alto índice de gravidez na adolescência preocupam, e muito. A Igreja Católica, por exemplo, está inquieta com a situação. Vários projetos estão sendo elaborados para que seja amenizada a questão. Assim como outras entidades, ela trabalha com a prevenção, diga-se de passagem, prevenção nos moldes espirituais, pois a Igreja é contrária a qualquer uso de contraceptivo. "Aquilo que normalmente se chama de educação sexual não tem nada de educação. É informação mal feita, informação barata", diz o arcebispo Metropolitano de Palmas, Dom Alberto Taveira, referindo-se à mobilização que a sociedade, de uma forma geral, faz para incentivar o uso de preservativos contra a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. "Isso é uma falsificação do problema. Significa gerar aquilo que estamos vendo na sociedade", acrescentou.

O posicionamento cristão é bem radical no que diz respeito às relações sexuais, tanto na adolescência quanto na fase adulta, sem que primeiro passe pela aprovação das leis divinas. "Essa posição não é uma invenção da Igreja e sim uma orientação da Sagrada Escritura. Então, todo o tipo de fornicação, adultério e prática do sexo fora da graça do sacramento do matrimônio está contra o mandamento da Lei de Deus. Os capítulos VI e VII de São Mateus - do Sermão da Montanha - também são extremamente exigentes, chegam a dizer que olhar com desejo para outra pessoa já seria considerado adultério".  

Para Dom Alberto, com esse "incentivo" exacerbado de usos de contraceptivos originou-se uma mentalidade anti-natalista nas pessoas. Como resultado dessa política podem ser citados exemplos empíricos, como a busca desenfreada do prazer, a desvalorização da sexualidade na sua dignidade e a multiplicação do sexo na adolescência. A gravidez na adolescência, de acordo com o arcebispo, está muito além dessas campanhas antinatalícias. "As sociedades que aplicaram as políticas contra a vida estão seriamente arrependidas", argumenta. Neste caso o arcebispo alfineta alguns países europeus que trabalharam com campanhas antinatalícias e hoje perceberam que engravidar nesses países tornou-se um problema de utilidade pública. Agora estão em posição contrária: estimulando a gravidez, pois o índice de natalidade é menor que o de mortalidade. "Neste caso a sociedade está ficando velha".

A Igreja, segundo Dom Alberto, está fazendo uma propaganda para que os jovens aceitem a castidade e a virgindade antes do casamento. Em outros países a experiência vem dando certo. Ele acredita que aqui não será diferente. As estatísticas, de acordo com ele, são preocupantes sim, mas a Igreja não vai cruzar os braços e aceitar que o problema seja irreversível. O fato das estatísticas mostrarem os dados não implica dizer que as normas da igreja vão mudar. "A prática da virtude liberta as pessoas", diz.  

A Aids é outro fator que preocupa as autoridades, e até onde se sabe, a única forma de não contrair o vírus é a fidelidade com os parceiros, situação que não acontece com a maioria das adolescentes. Então a camisinha acaba sendo a válvula de escape para o problema. Questionado sobre o uso dos preservativos na adolescência como forma de evitar a doença, o arcebispo é bem categórico: "o remédio contra a Aids é a pureza, a castidade. A prática da virtude". Estas são algumas situações que de acordo com Dom Alberto são fáceis de serem aplicadas após a formação dos jovens pela Igreja. Neste caso, entra uma segunda vertente: como levar os jovens às igrejas para serem catequizados? "É difícil, mas não impossível", finaliza Dom Alberto.

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