Palmas, 19/01/2018

Especial

Violência

Idosos atendidos pelo CSC Loiane Moreno participam de roda de conversa sobre violência

  • A assistente social reconhece que para a maioria dos idosos, a violência na terceira idade é um tema bastante delicado, no entanto, é necessário conversar a respeito

Igor Flavio

Idosos atendidos pelo CSC Loiane Moreno participam de roda de conversa sobre violência



Com o tema "Violência contra os idosos", as equipes de Saúde da Família do Centro de Saúde da Comunidade Loiane Moreno (Arse 24) promoveram na manhã desta terça-feira, 03, uma roda de conversa com os idosos atendidos pela unidade. A abordagem foi feita pela assistente social do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf Apinajé I), Laís Delgado, que com dinâmica de grupo fez com que os próprios idosos e profissionais de saúde refletissem sobre o tema.
 
A assistente social reconhece que para a maioria dos idosos, a violência na terceira idade é um tema bastante delicado, no entanto, é necessário conversar a respeito. "É um tema presente na nossa sociedade que às vezes se torna oculto, difícil de detectar tanto para os profissionais da saúde quanto para os idosos. Então tem que ter um olhar sensível do profissional para enxergar a violência e saber abordar com o idoso", destaca Laís, reforçando a relação de confiança que deve haver entre o idoso e o profissional de saúde. "Muitos por serem dependentes do agressor, que geralmente é um familiar, têm medo de contar algo que pode ocasionar em mais violência ou abandono. Sem falar que muitos não enxergam a violência porque para eles se torna natural, já têm a autoestima baixa e acham que a culpa é deles. É importante falar nisso, saber que tem leis que garantem os direitos e que profissional de saúde está aqui para ouvir e ajudar de qualquer forma", resume Laís Delgado.
 
A médica residente em Saúde da Família e Comunidade, Mônica Teles, reforça que a reunião com o grupo de idosos acontece toda primeira terça-feira do mês e que este trabalho vem contribuindo para melhoria na saúde desse público, fortalecendo ainda o vínculo entre eles e o centro de saúde. "Eles se sentem muito sozinhos e o grupo faz com que eles se aproximem entre si e aproxima o idoso com a unidade, porque o idoso tem preferência no atendimento e geralmente tem mais comorbidades e mais dificuldade de tomar medicação. Então o grupo surgiu para fazer a promoção de saúde. E saúde não é só física, a mental também conta", reitera a médica, lembrando que em todo encontro é abordado um tema diferente, muitos deles escolhidos pelos próprios idosos.
 
Os idosos são identificados pelos agentes de saúde do CSC Loiane Moreno e convidados a participar. Em todas as reuniões é feita aferição de pressão e glicemia e reforçada a importância da caderneta do idoso, instrumento que permite acompanhar as condições de saúde do paciente.
 
O aposentado Cláudio Nonato Carvalho, 70 anos, é também membro do Conselho de Saúde do CSC Loiane Moreno, e participa das atividades com bastante entusiasmo. "Acho bom demais essa interação, esse convívio com os demais idosos e as palestras e orientações que eles trazem para nós são muito esclarecedoras", diz.
 
Quem também participa do grupo é a aposentada Áurea Souza Machado, 79 anos, que lamenta não ter ido a todas as reuniões. "Eu levanto 5 horas da manhã e vou cuidar dos meus passarinhos e dos cachorros, acabo me entretendo tanto que esqueço de vir. Mas quando venho acho bom demais, fiz muitos amigos aqui", conclui.
 
O trabalho é realizado pelas quatro equipes de Saúde da Família do CSC Loiane que conta com médicos, enfermeiros, nutricionista, assistente social, técnicos de enfermagem e agentes de saúde.


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