Wednesday, 25 de November de 2020

ESPECIAL


O choro dos adultos

31 Jul 2008

Sabe aqueles dias em que a gente acorda de mau humor, cansado, com vontade de ficar de cama a manhã inteira enquanto lá fora o dia o convida para um bom passeio? Bem, todos já passamos por esses momentos. Mas quando isso se torna freqüente, a tristeza não passa, então algo realmente está errado.

Todos nós vivemos situações que provocam emoções diferentes ou até opostas, num mesmo dia. Pode-se estar feliz pela vitória de um time de futebol, apreensivo pelo resultado de uma prova, enfim, as emoções não possuem regras fixas, porque aquilo que em uma pessoa provoca ansiedade para outra pode não dizer nada. O mesmo acontecimento que num dia entristece alguém, passados alguns dias não entristece mais porque essa pessoa amadureceu.

As emoções normais são oscilantes, surgem repentinamente e não duram muito tempo. As emoções, assim como outras propriedades psíquicas, são funções cerebrais e, como toda função do organismo, são passíveis de sofrer disfunções e adoecer. E o que acontece quando as emoções adoecem?

Atento a essa realidade que acomete inúmeras pessoas, inclusive você, caro leitor, O GIRASSOL pesquisou sobre o assunto, entrevistou pessoas que passaram (e passam) por esse mal, buscou orientação médica e vem apresentando também uma visão religiosa para o acompanhamento de uma das piores doenças, a doença da alma.

 

História

Por volta de 450 A.C. Hipócrates, médico de Cós, descreveu um quadro de tristeza, apatia, perda da auto-estima a que denominou melancolia, pois acreditava ser originado pela bílis negra (melanos = negro cholle = bílis). Este termo atravessou os tempos, sendo usado por autores médicos como Arateus (120 -180 A.D.) e Galeno (129-199).

 

Como é a depressão

O quadro da Depressão é o mais variável possível, de acordo com a personalidade da pessoa deprimida. Da mesma maneira que reagimos a uma situação ruim, as reações das pessoas com a doença são diferentes. Com isso, cada caso pode ser diagnosticado de uma maneira.

A doença não é influenciada pela classe social ou raça, mas sabe-se que as mulheres são mais atingidas que os homens e, os solteiros, mais que os casados. A idade de início geralmente é na terceira década de vida. Os estudos feitos com a população em geral, mostraram que de 5 a 9% das mulheres tiveram pelo menos um episódio depressivo na vida.

Há pessoas que ficam caladas diante das suas preocupações, outras choram, outras contam suas dificuldades para todo mundo, enfim, cada um reagirá diferentemente diante de suas emoções.

Para a estudante palmense M. R. A, 19 anos, os primeiros sintomas da depressão vieram muito cedo. "Aos 15 anos de idade, tive a minha primeira crise depressiva. A angústia por não conseguir me sair bem nas provas da escola foi mudando meu humor e, aos poucos, eu não conseguia mais nem levantar da cama", disse.

Em muitos casos, a depressão pode estar também ligada a alguma frustração profissional ou desemprego. Para o vendedor A.L. S, de 29 anos, a depressão chegou numa hora de grande aperto econômico. "Eu tinha acabado de me mudar para a Capital e não conseguia arrumar emprego. Estava estudando, mas não conseguia pagar nem mesmo a conta de energia elétrica. Então, comecei a ter pensamentos suicidas", disse. 

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