Saturday, 30 de May de 2020

ESPECIAL


Gravidez Precoce

Proibir sexo não é a melhor maneira de se previnir gravidez

07 Aug 2008

Passando por várias situações extremamente confusas, o jovem deve ter a família como principal ponto de apoio.

Adolescência. Fase de descoberta do mundo, dos grupos de amigos, da vida social e, sobretudo, sexual. Porém, atos inconseqüentes podem gerar uma gravidez precoce e indesejada que interrompa, na adolescente, esse processo de descoberta.  

O prejuízo é duplo: nem adolescente plena, nem adulta inteiramente capaz. Viver ao mesmo tempo a própria adolescência, cuidar da gestação e, mais tarde, do bebê, não é tarefa fácil. O estudo na maioria dos casos é deixado de lado e o reflexo dessa realidade já pode ser comprovado. Segundo o secretário de Estado da Juventude, Rogério Ramos, 81% das adolescentes que engravidam não voltam mais para a escola. "Com a gravidez precoce as jovens abandonam ou interrompem seu projeto de vida, contudo elas acabam tendo que transferir a responsabilidade de criação da criança para os avós, para voltarem à vida cotidiana de trabalho e estudo", revela.

É sabido que proibir o sexo não é a melhor maneira de prevenir a gravidez precoce e, de acordo com entendimento do secretário, há formas mais eficazes de evitar a maternidade na adolescência. Dois aspectos precisam ser levados em conta: a questão da auto-estima e o estabelecimento de um projeto de vida. "Se uma adolescente tem a auto-estima elevada ela cria mecanismos para gostar de si mesma, portanto, qualquer coisa que venha prejudicá-la não a despertará interesse. Diferentemente da baixa auto-estima, que pode trazer interferência na realização de um projeto de vida que estabeleça o melhor momento para ser, ou não, mãe", esclarece Rogério.

Quanto às ações da Secretaria, Rogério Ramos acredita que, com base nesses aspectos é que os projetos de apoio ao adolescente devem estar firmados. "Precisamos contar com um trabalho totalmente profissional onde psicólogos, educadores, pedagogos, assistentes sociais e, sobretudo, a escola e a família estejam envolvidos no processo de educação" .Para justificar a necessidade da participação de todas essas pessoas na educação do adolescente, Rogério explica que o jovem passa por três fases. A primeira é no seio familiar, até 8 anos de idade, onde a criança "deve" receber todas as informações que irão contribuir para sua formação. Dos 9 aos 15 anos, a maior carga de informação vem da escola. E, por último, dos 16 anos acima, a informações vem das suas "tribos" ou grupos, sejam eles de amizade, trabalho, religiosos, etc. Dentro de todas essas tribos, a informação já recebida pela família e escola precisa ser premente, ou seja, ser mais forte e convicta, para que o jovem não possa sofrer más influências e, ao mesmo tempo, estar inserido na sociedade sem ser visto como uma pessoa careta, tradicional.

"Não devemos tapar os olhos. A prática sexual na adolescência já é algo comum. Só não vê quem não deseja encarar o fato de frente. Precisamos trabalhar juntos para que nossos jovens tenham firmeza nas instruções dos pais e passem a ter projetos de vida", alerta Rogério Ramos, ressaltando que a gravidez precoce é a problemática que encabeça a lista de pautas da Secretaria para ser trabalhada. "Embora já existam projetos como Menina Mulher, Pioneiros Mirins e Força Jovem em atividade pelo município de Palmas, a Secretaria já está trabalhando na criação de mais projetos e campanhas específicas e inteligentes que possam atingir a juventude", conclui.

COMPARTILHE:


Confira também:


Pandemia

Tocantins chega a 3.611 casos de Covid-19 com 120 hospitalizados

Os dados contidos no boletim são consolidados com resultados de exames realizados no Lacen e notificações recebidas dos municípios até as 23:59h do último dia.


  Blogs & Colunas



Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira