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Saúde

Derrame ainda faz muitas vítimas

03 Jul 2008

O cérebro é uma estrutura complexa e extremamente sensível, sendo o centro de comando vital dos mecanismos do corpo, que são acionados continuamente. Para manter essa estrutura em funcionamento, o cérebro é irrigado por sangue – e é por meio dele que há a intermediação do oxigênio para a respiração dos pulmões, e a circulação dos nutrientes que nos mantêm vivos. No último dia 24, celebramos o Dia Internacional de Combate ao Acidente Vascular Cerebral. A data foi lembrada por poucos, mais a incidência da doença é uma constante dificuldade enfrentada nos lares brasileiros, principalmente nas famílias que - de uma hora para outra - se deparam com um parente em lapso.

O AVC ocorre da insuficiência do fluxo sanguíneo do cérebro, ocasionando o popular “Derrame”. Essa falta ou restrição no fornecimento de sangue pode provocar lesão ou morte celular, além de danos nas funções neurológicas. O especialista em neurocirurgia Márcio Antônio Figueiredo, do Espaço Médico Empresarial de Palmas, relaciona dois tipos de casos comuns – “O AVC Isquêmico, que ocorre quando o fluxo sanguíneo é interrompido em determinada área do cérebro, levando à perda de função dessa área por falta de oxigenação e de nutrientes. Já o AVC Hemorrágico ocorre quando a artéria responsável pela irrigação de uma área em sofrimento se rompe, por existir um aneurisma cerebral ou por aumento significativo da pressão arterial, ocorrendo hemorragia no local”, explica.

Segundo ele, existem certos hábitos cotidianos que podem contribuir para a aparição da doença, e relacionou alguns casos propensos, como “pacientes hipertensos e que não fazem controle regular da hipertensão, tabagistas, etilistas crônicos, mulheres que fazem uso de anticoncepcionais, pacientes que são diabéticos, ou que fazem uso de drogas ilícitas, como cocaína”. Os sintomas do AVC aparecem de forma abrupta, com cefaléia, hipertensão arterial associada com náuseas e vômitos. Alguns pacientes podem apresentar desde diplopia (visão dupla), tonteira, paralisia facial, e até hemiparesia (paralisia da metade do corpo) com perda da fala. Ainda de acordo com o especialista, é “bom ficar de olho” nos sintomas, pois esses podem ser confundidos com outras doenças como: encefalopatia hipertensiva, meningite, infecções graves e até tumores cerebrais.

Para o aposentado João Ferreira Lustosa, que manifestou a doença há 13 anos, o pior problema enfrentado por ele foi o preconceito e a convivência familiar. “Me vi em uma situação lastimável, pois me senti dependente demais da minha família”. Lustosa afirma que ainda hoje há seqüelas neurológicas do AVC, mas diz que superou, graças a ação de amigos e familiares, em conjunto ao seu tratamento.

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