Saturday, 14 de December de 2019

ESTADO


Cotidiano

O dia-dia dos mototaxistas em Palmas

27 Aug 2008

Cerca de 220 mototaxistas circulam regularmente na Capital. De acordo o sindicato da categoria, a profissão tem dado oportunidade para centenas de pessoas se locomoverem todos os dias em Palmas. “Temos registrado grandes conquistas desde a formação do sindicato. O trabalho de mototaxista hoje é visto como uma profissão”, disse o presidente do órgão, Juscelino Barbosa Lima, ao mencionar as conquistas da categoria nos últimos oito anos. “Isentamos diversas taxas cobradas pelo governo, inclusive o imposto que incomoda a todos os brasileiros, o IPVA”.

Sob duas rodas, o aposentado Francisco de Sousa Lira desperta às 5h da manhã para o seu expediente de trabalho. Com 55 anos, Francisco diz estar satisfeito com a profissão, e não pretende abandonar tão cedo a extensa jornada de trabalho. Quem divide a mesma opinião, há exatamente 10 anos, é o ex-carpinteiro Raimundo Bertoldo. Com 51 anos, ele começou a ganhar as ruas da Capital quando “nem havia asfalto na cidade”. Bertoldo se queixa por não gozar de outras oportunidades, mas garante que fez a melhor escolha ao decidir entre a carreira de vigilante e a profissão de mototaxista. “O mercado de trabalho não dá oportunidade para pessoas como eu, que não estudei. Por isso, optei por fazer corridas todo santo dia”.

Quem comemora a regulamentação da categoria é a auxiliar de Enfermagem Deise Quênia de Moraes. Para ela “não ter que pegar ônibus lotado todos os dias compensa os gastos com a corrida diária”. Deise chega a gastar 358 reais por mês num percurso que corta a cidade. “Se eu não tiver um número de mototáxi na bolsa, com certeza vou ficar onde eu estou”, diz. A usuária aprova a circulação dos mototaxistas na Capital, mas se queixa dos preços cobrados aleatoriamente por um mesmo percurso. “Uma vez fui para casa de um parente na 82 (Arse), e o motoqueiro me cobrou 7 reais. Na volta, outro mototaxista quis me cobrar 12 reais pelo mesmo caminho”, reclama.

Para o mototaxista Valdeci Alves, que corre pelas ruas da Capital há seis anos, uma das alternativas para evitar o superfaturamento nas corridas é a inserção de um taxímetro no painel do veículo. “Seria uma boa opção”, garante. Entre prós e contras, a profissão vem a cada dia crescendo na Capital. Ônibus lotados e o preço abusivo da corrida convencional justificam uma outra opção de o cidadão se locomover na cidade por  um preço mais em conta.

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