Saturday, 15 de August de 2020

GERAL


Vigilância

Acidentes envolvendo crianças podem ser prevenidos

11 Feb 2009

Quedas são a principal causa de internação por acidentes, entre crianças de 0 a 12 anos, no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2005, o órgão registrou um dado alarmante: 75.504 crianças foram hospitalizadas vítimas de quedas no País. Nos anos seguintes, a mesma estimativa permaneceu, fazendo com que se investisse mais de R$ 60 milhões com tratamento e prevenção de acidentes.

Em Palmas, de acordo com o Corpo de Bombeiros, os casos correspondem a 60 ocorrências por ano. Somente em 2007, foram registrados 28 acidentes de trânsito, dos quais 11 foram atropelamentos; 15 ataques de piranhas; quatro fizeram apenas feridos; duas quedas e um ataque de abelhas. Pedro (nome fictício), de 11 anos, representa um desses casos. Segundo ele, a galha de uma mangueira rompeu quando brincava “de pular de uma árvore na outra”. “Eu tentei me segurar, mas o galho quebrou. Daí, caí no chão e quebrei o braço”, descreve o garoto.

Pedro sofreu uma fratura exposta e teve que ser encaminhado para o Hospital Geral de Palmas, para ser submetido a uma cirurgia. No mesmo período, de acordo com o Hospital, outras duas crianças teriam sofrido acidentes da mesma categoria. De acordo com a pediatra Adriana J. Freitas, os acidentes mais comuns estão relacionados a choques-elétricos, quedas, sufocamentos não-intencionais e atropelamentos. “As quedas envolvendo crianças é o perigo principal. Às vezes, podem causar seqüelas irreversíveis, traumatismos e cicatrizes”, alerta. “Uma moeda, uma tampa de caneta, ou até um brinquedo são instrumentos que podem colocar em risco a vida de qualquer criança”, acrescenta.

Algumas características físicas próprias do desenvolvimento da criança podem favorecer as quedas, como o tamanho e o peso da cabeça em relação ao seu corpo, que acabam facilitando o desequilíbrio.

Mas como proteger as crianças naqueles ambientes que elas mais gostam? “A rua e a escola são locais que os pais devem ficar atentos aos hábitos”, diz a profissional. O ideal é que a criança fique em um local protegido, como parquinhos ou ruas sem saída. Ao praticar atividades como skate ou patins, sempre usar os equipamentos de segurança: capacete e joelheira. No caso da bicicleta, colocar as rodinhas de apoio quando as crianças ainda são pequenas. No entanto, “ensinar os filhos o que podem e o que não podem fazer é o método de prevenção mais eficaz. ‘A rua não é lugar de criança’, ‘faca e moedas não são brinquedos’, podem ser advertências que, com o tempo, serão obedecidas”, orienta a especialista.

 

Acidentes corriqueiros inspiram peça teatral

A Companhia 193, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins, está elaborando a peça “O Risco”, cujo viés é a variedade de acidentes corriqueiros que podem ocorrer com crianças. Com estréia prevista para maio, na quinta edição do Salão do Livro, os soldados Valdivino Fernandes de Sá e Gisely Amarante Lopes estão na fase final da produção do texto.

Ambientada em uma residência simples, uma menina, em idade pré-escolar, sem ter a real noção do risco, se aventura pela casa, mesmo com a presença da mãe. Fogão, tomadas e outros objetos perigosos atraem a atenção da garota e as conseqüências podem ser trágicas. A Companhia usa técnicas do teatro de rua em suas apresentações e, mesmo tratando de assuntos sérios, o humor tem sido a marca registrada do grupo.

A partir de maio, “O Risco” será apresentado para crianças de sete a doze anos, por meio de parceria com escolas da Capital. As apresentações seguirão a ordem de agendamento, que pode ser feito por meio do telefone 3218-2715. Ao final, os bombeiros promoverão um bate-papo sobre o tema, para esclarecer dúvidas.

Soldado Sá diz que sua própria casa é um “laboratório”, pois, mesmo com vigilância constante dos filhos, de um e dois anos, leva alguns sustos. A experiência profissional tem contribuído para reforçar a vigilância em casa e inspirado os textos da Companhia. Um exemplo real ocorreu em 2008, quando ajudou a socorrer um garoto de cinco anos. Enquanto a mãe dormia, o menino abriu um frasco de acetona e, logo em seguida, ao sentir fome foi para o fogão. Como havia derramado acetona em seu corpo, as chamas lhe causaram queimaduras de primeiro e segundo grau.

 

Para ajudar a prevenir acidentes, o Corpo de Bombeiros de Palmas dá as seguintes dicas:


ATROPELAMENTO

Todo cuidado é pouco quando a criança estiver brincando com uma bola: ela pode correr em direção à rua distraidamente para buscá-la. Ensine-a a tomar os devidos cuidados, como olhar para os dois lados para verificar se não há nenhum veículo em movimento.


QUEDA

Quando for trocar fraldas ou roupas, jamais deixe a criança desacompanhada sobre móveis, cama, sofá, etc. Somente o berço ou o cercadinho podem ser considerados seguros.

As escadas devem permanecer cercadas e as portas travadas com um peso ou presilha.

 

AUTOMÓVEL

Ao andar de automóvel, use a cadeirinha infantil apropriada para a idade/peso. Nunca deixe a criança no banco dianteiro e, caso seja realmente necessário levá-la no colo, sente-se sempre no banco traseiro. Em viagens prolongadas, não deixe de oferecer líquidos à criança.


AFOGAMENTO

Não permita que a criança brinque sozinha no banheiro ou próxima de objetos que contenham líquidos, como baldes, bacias e até mesmo a banheira, pois o afogamento não é o único problema: um simples mergulho com aspiração de água até os pulmões pode provocar seqüelas. Para quem não souber nadar, a água não deve ultrapassar a linha do umbigo.

 

QUEIMADURA

Verifique a temperatura da água antes de colocar um bebê no banho. A pele é mais sensível do que a dos adultos.

Não permita que criança fique próxima de churrasqueiras, fornos e ferro de passar roupa quente. Ao cozinhar, mantenha as panelas com os cabos para o interior do fogão e, quando tiver que sair de perto, não utilize as chamas externas, pois a criança pode balançar o fogão e causar um grave acidente.

Criança não deve brincar com fósforos, líquidos inflamáveis, velas ou outros objetos que possam provocar fogo. Nunca deixe crianças sozinhas trancadas em casa.

 

INTOXICAÇÃO

Remédios, produtos químicos, de limpeza e venenos devem ser colocados fora do alcance de criança. De preferência em um armário elevado e trancado. Em caso de ingestão, procure imediatamente um médico levando junto o frasco do produto ingerido.


E AINDA...

Não deixe ao alcance de criança objetos pesados, cortantes ou pontiagudos, como tesouras, agulhas e facas. Objetos pequenos, como moedas ou botões devem ser guardados em locais seguros, pois são fáceis de serem engolidos. Jamais deixe ao alcance de criança sacos plásticos ou impermeáveis, pois a criança pode colocá-los na cabeça e sufocar-se.

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