Friday, 20 de September de 2019

GERAL


Sindicato Rural

Arena de rodeio impede curso de Água

03 Mar 2010

Mesmo com o despertar da consciência mundial para o valor da água e da preservação dos recursos hídricos do nosso planeta, em Palmas, uma nascente jorra milhares de litros de água no centro da arena de rodeio que está sendo construída pelo Sindicato Rural de Palmas, como parte do projeto arquitetônico do Parque de Agronegócios de capital, próximo da saída para Aparecida do Rio Negro, na TO 010.

A obra foi embargada em 2007 pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Urbano, Meio Ambiente e Habitação, por “não apresentar projetos de drenagem para a água da chuva, entre outros documentos”, conforme explica o gerente de licenciamento ambiental, Suarton Fernantes de Souza. “A primeira preocupação da secretaria era quanto a grande movimentação de areia gerada pela escavação da arena, que sem um projeto de drenagem da água da chuva poderia ser arrastada para uma vertente do Córrego Brejo Comprido”, detalha Suarton. “O sindicato apresentou dois estudos ambientais requerendo o licenciamento da obra e ambos foram questionados pela secretaria. Até então não tivemos nenhum retorno sobre o andamento da obra”, completa.

No estudo de impacto ambiental entregue pelo sindicato à secretaria, há uma referencia aos possíveis transtornos causados pela obra: “provável redução da disponibilidade de água no corpo hídrico, devido a possível redução da altura da lamina d’água, decorrente do possível processo de assoreamento oriundo do carregamento de material”, diz o estudo. Suarton ressalta que nenhum projeto de compensação e minimização dos impactos foi apresentado.

Segundo o gerente de licenciamento, a construção deveria estar paralisada, mas ao visitar o local na última semana, além do não cumprimento do embargo, descobriu-se que próximo à arena de rodeio existe uma nascente intermitente que teve o curso de sua água interditado. “Ela tinha um canal natural que foi destruído. Observamos aqui que não há nenhum projeto de drenagem desta água”, completa Suarton.

 

Sindicato

O jornal O GIRASSOL tentou sem sucesso entrar em contato com o presidente do Sindicato Rural, Antonio Machado. O tesoureiro Francisco Jardim prestou explicações sobre o caso, e disse que “toda a documentação pedida no processo de licenciamento foi cumprida”. “Estamos pedindo a licença e não há nenhuma irregularidade ali. Esta água é da chuva”, afirmou Francisco. Ele declarou ainda, que a obra só não foi finalizada por falta de recursos financeiros. A área total do Parque de Agronegócios onde acontecerão as feiras agropecuárias de Palmas é de 292.507 m².

A água da nascente deveria desembocar no Córrego Brejo Comprido, que corta a capital e é um dos principais afluentes que abastece Palmas. Mais de 800 mudas de árvores nativas foram plantadas nas margens do córrego pelo projeto Olho D’agua, da prefeitura de Palmas, visando revitalizar uma área de 56,4 hectares.

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