Monday, 24 de February de 2020

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Candidata de oposição na eleição do Sisepe-TO, Ana Cibele propõe acabar com a reeleição

08 Feb 2018
Candidata de oposição na eleição do Sisepe-TO, Ana Cibele propõe acabar com a reeleição

Em reunião com os integrantes da sua chapa “Renova Sisepe: pela Moralização e Direitos do Servidor” na noite de terça-feira, 6 de fevereiro, a candidata de oposição Ana Cibele Ferreira Chaves, 50 anos, propôs que, se chegar ao comando o Sisepe-TO (Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins), umas das primeiras ações será buscar a aprovação imediata do fim da reeleição para o cargo de presidente.

 

“Nosso sindicato é presidido há 12 anos pelo mesma pessoa, que tenta buscar mais um mandato de quatro anos. Isso desvirtua completamente qualquer gestão, provoca acomodação e a busca do poder pelo poder. Sou mais radical ainda, não devemos ter nenhuma reeleição. A reeleição fez mal para o Brasil e promove uma substituição perversa e automática de projetos de gestão por apenas projetos de poder”, salientou Ana Cibele.

 

Gestora pública e lotada na Secretaria de Cidadania e Justiça, Ana Cibele concorre contra mais duas chapas: uma encabeçada pelo atual presidente Cleiton Pinheiro e outra pelo assistente administrativo Marcos Roberto Santos. Os dois adversários de Ana Cibele chegaram a ser aliados por muito tempo e só romperam no final do segundo mandato de Cleiton Pinheiro.

 

“A eleição é bem clara. Temos a nossa chapa, que quer mudanças radicais no Sisepe, com alterações profundas de conceitos e na forma de gerir o sindicato, com implantação de transparência absoluta, e outras duas chapas que representam o continuísmo”, destacou a candidata, durante a reunião com os membros do chapa.

 

Negociações


No entendimento da candidata a diretora financeira da chapa, Rosinalva da Silva Alves, a perpetuação do poder da mesma pessoa e a falta de transparência do sindicato prejudicam a luta pelos direitos dos servidores. “Uma entidade sem transparência, que não preza por qualquer rotatividade, que não seus gastos com fácil acesso a todos, que moral tem para cobrar o governo? Para cobrar, tem que dar exemplo e isso, infelizmente, o Sisepe não vem fazendo”, salientou, ao lembrar que a última prestação de contas disponível no site do Sisepe é de 2015.

 

Para os membros da chapa, com a restauração da credibilidade do sindicato, a principal luta é garantir os direitos já conquistados. “Há bastante tempo o nosso Plano de Cargos, Carreira e Salários está parado. A nova tabela publicada não teve o resultado que deveria ter tido. O servidor não está contente, ele quer mesmo que seja trabalhada junto ao governo a situação de cada trabalhador. Para isso, temos que ter seriedade na condução interna”, destacou Rosinalva.

 

Na reunião, todos os componentes da chapa se colocaram a disposição para dialogar com todos os servidores filiados, abrindo espaço para receber adesões. “Não temos um pacote fechado. Temos compromissos e diretrizes a seguir, mas a campanha está só começando e estamos de portas abertas a todos os colegas que quiserem contribuir. Vamos mudar o Sisepe juntos, com o apoio e com a participação do servidor, tanto na campanha, como na gestão”, destacou Agaedson Rodrigues de Sousa, candidato a secretário-geral da chapa.

 

Para a montagem da chapa, foram buscados servidores estaduais das mais diversas categorias, dando pluralidade e representatividade a vários segmentos.

 

Justiça precisou intervir para garantir lisura


A data de 17 de março já é terceira prevista para mesma eleição. Em dezembro do ano passado, já como pré-candidata, Ana Cibele conseguiu na Justiça do Trabalho, a garantia de que as eleições fossem disputadas por chapas compostas apenas por servidores estaduais com legítima representação do Sisepe, uma vez que atual presidente estava montando sua chapa com servidores municipais.

 

O juiz Francisco Rodrigues de Barros determinou então que as chapas concorrentes às eleições não fossem compostas de servidores municipais e nem de fiscais e inspetores da Adapec (Agência Tocantinense de Defesa Agropecuária), por estes servidores já serem representados por outros sindicatos que representam suas categorias.

 

A eleição então ocorreria no dia 18 de janeiro. Entretanto, um dia antes, nova decisão judicial, desta vez proferida pelo juiz Pedro Nelson de Miranda Coutinho, anulou o pleito eleitoral permitindo aos interessados em concorrer às eleições os prazos legais para registro de suas candidaturas conforme o Estatuto do Sindicato. “Por duas vezes a Justiça garantiu que o processo de sucessão sindical ocorre com lisura e transparência e não às escuras como o atual gestor pretendia”, destacou o advogado da chapa Renova Sisepe, Allander Quintino Moreschi.

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