Saturday, 23 de February de 2019

GERAL


Mãe e filha empresár

Coluna "O TO é de quem faz" traz Mara e Claudiana Castanheira

19 Feb 2009

A única informação que tinha sobre Mara Castanheira era a de esta ser dona de uma simpatia estonteante e do Restaurante Gabriela; o resto pude descobrir quando sentei à mesa, com sua filha, Claudiana. “Minha mãe é uma pessoa super descontraída. Qualquer pessoa se sente em casa na sua companhia.” Elogios à parte, mãe e filha dividem as perguntas da entrevista e se entregam a um gostoso papo sobre grandes histórias, filhos, carreira e futuro.

Casada há 43 anos com o mineiro João Cláudio, a artista plástica Mara Castanheira abandonou as telas pouco depois de se formar. Foi em Uberlândia – MG que ela despertou o gosto pela Gastronomia, e, de lá, veio seguindo as receitas de sua avó Gabriela Pacheco. Daí, nem é preciso dizer para quem foi a homenagem do negócio que começou a tomar forma a partir de 2005, em Palmas. Ainda em planos mineiros, Mara teve seus três filhos e formou dois, Marcelo, o arquiteto, e Claudiana, a pedagoga - como bem frisou.

Tudo começou em 1992, quando, envolvida pelas perspectivas do novo Estado, Claudiana se despede de Minas e muda-se para Porto Nacional. Chegou a lecionar em escolas, e até montar um pequeno negócio. Pouco depois, o destino a fez acompanhar o ex-marido, médico, aos novos planos para a Capital. “Foi assim que me mudei para Palmas. Tentei até lecionar, mas o estímulo para o comércio falou mais alto. Montamos uma loja de roupas íntimas no shopping. Tinha tudo pra dar certo”, conta.

Como uma grande profissional no ramo de costura e confecções, Mara e o marido mudaram-se para a capital do Estado, para ajudar a filha no comércio, “deixando toda uma vida em Uberlândia”. O mercado não galgou por muito tempo. O jeito era inovar. Marcelo, que já não via na Arquitetura uma carreira promissora, resolve montar o restaurante com a família: o Gabriela.

Para Mara, o nome Gabriela não seria apenas uma homenagem à avó, como disse emocionada: “a comida teria que ser como a dela. Com aquele mesmo calor humano de uma casa de avó.” “Lembro-me muito bem, que, na casa dela (da avó Gabriela), a mesa era sempre posta. Tinha comida o tempo todo.” Nesse momento da entrevista, a filha interrompe. “Mas a casa da senhora é sempre assim. É uma tradição”, descontrai.

Mara é avó de Tiago, 15, e Antônio, 9, e diz apostar na Capital para educar os netos e impulsionar os negócios. “Palmas, para mim, significa o futuro dos meus netos. Um futuro bem próximo. Eu acredito nesta Capital”. A pergunta que não queria calar e que, sutilmente, chega até o final da entrevista, ganhou de Mara, aquela mulher loira e vaidosa, a seguinte resposta: “Eu não escondo minha idade. Mas colocar num jornal assim... É ruim, né?” – risos.

Mara e Claudiana Castanheira acompanharam todo o crescimento do Estado. Aqui, ganharam filhos e netos (respectivamente), e são algumas das filhas do Brasil que escolheram este Estado para viver e crescer. Elas são “tocantinenses que fazem”.

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