Saturday, 04 de April de 2020

GERAL


Imigração na Europa

Imigrantes tocantinenses não pensam em voltar para casa

18 Jul 2008

Centenas de tocantinenses residem nos Estados da União Européia. Uns conseguiram legalizar-se e outros ainda sobrevivem nos países sem usufruir direitos básicos, como Saúde e Educação. Em busca de dinheiro e melhores condições de vida – outros apenas pela curiosidade de conhecer novas paragens – muitos tocantinenses vivem ilegalmente nos países que compõem a UE. Com as pressões acerca da “Directiva do Retorno”, alguns já agilizaram regresso às cidades de origem, e outros vislumbram a possibilidade de o acordo não vingar. “Tenho certeza que este dossiê não agradará os países com os quais a Europa estabelece relações. Tenho certeza de que esta iniciativa irá fazer com que as autoridades avaliem melhor a nossa situação”, disse Walquiria Paniago, residente ilegal há dois anos, em Córdoba na Espanha. Walquiria é natural de Miracema do Tocantins e diz não estar arrependida naquela em que se refere como uma “aventura”.

No Reino Unido, a situação é ainda mais grave. Uma fonte que não quis se identificar falou a nossa reportagem que muitos brasileiros evitam andar em grupos nas ruas, e praticamente não conversam em público, “já que há vários agentes da imigração, à paisana, orientados a abordar qualquer pessoa que esteja falando em outra língua, ou com inglês com sotaque”, pontuou. Essa mesma fonte garantiu que até alguns pontos que normalmente são freqüentados por tocantinenses e brasileiros de outras partes agora viraram alvos da polícia. “Estamos num verdadeiro toque de recolher. Mudamos os hábitos para não sermos presos”, assegurou. Apesar desta vida clandestina, a fonte garantiu que ainda prefere morar fora do Brasil, e que, para os parentes e amigos que ficaram no Tocantins, prefere dizer que está na legalidade, “para não preocupá-los”.

O brasileiro JC, que não quis se identificar, disse que “conseguir o visto depois que você já e residente ilegal é muito difícil. Você tem que comprovar vínculos com o país”. JC firmou contrato com o país e conseguiu a autorização por meio da comprovação de união estável.

 

Processo lento

A luta para conseguir a permissão nos países que compõem a UE implica num processo demorado e investigatório que quase sempre leva ao deporte do imigrante. Dezenas de tocantinenses conseguiram autorização para residir nos paises da Europa, sobretudo na Espanha e em Portugal. Neste último país, por exemplo, este ano, só cinco tocantinenses localizados por nossa reportagem, residentes em Lisboa, já conseguiram o visto.

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