Sunday, 17 de November de 2019

GERAL


Caso de sucesso

Mel e conservação ambiental: uma mistura saudável

04 Feb 2009

Localizado a 126km de Palmas, na zona rural do município de Divinópolis, o Apiário Natureza, de propriedade do senhor Eloir, é um exemplo de que a produtividade pode estar associada à preocupação com o meio ambiente.

Desde 1997, no Projeto Assentamento Rio Prata, Eloir Francisco da Rosa, casado e pai de duas meninas, trabalha com a criação de colméias. A idéia de se tornar apicultor veio quando ele fez o primeiro financiamento, na época, o Programa de Crédito Especial para a Reforma Agrária (Procera).

No início, eram 20 caixas de abelhas. Atualmente, são 80, que, em sua maioria, estão em reservas legais de outros pequenos agricultores. A apicultura despertou nele um desejo de ajudar no combate a queimadas, desmatamento e poluição dos rios. Até porque a qualidade do mel depende do meio onde as abelhas vivem. Quanto mais harmônico for o ambiente, melhor será o mel produzido.

Em sua chácara, Eloir mantém árvores nativas, como as de pequi, e cerca de 10 hectares de floresta densa intacta. Além disso, tem o cuidado de não colocar suas caixas de abelhas próximas a lavouras, por causa dos agrotóxicos que porventura possam estar na plantação de outros agricultores.

Esses procedimentos asseguram ao mel e à própolis sabor e grande valor nutricional. Prova disso é sua produção de 1.200 kg/ano, que é vendida em forma de sachê e vasilhames de vários tamanhos, para o comércio local e cooperativas. No atacado, cada quilo sai a R$ 8,00 e no varejo a R$ 10,00, um investimento mínimo, quando comparado aos sais minerais e vitaminas oferecidos pelo alimento.

Para qualificar o agricultor familiar e incentivar a atividade, o Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), promoveu cursos de Apicultura na região. As aulas práticas do último foram, inclusive, na chácara do senhor Eloir. “O Eloir é um exemplo de desenvolvimento sustentável e um grande difusor da apicultura aqui, em Divinópolis”, afirma Wilton Moreira Borges, chefe do escritório local do Ruraltins.

 

 

A importância do associativismo

Presidente da associação Rio Prata, Vice-presidente da Associação de Apicultores de Dois Irmãos e suplente na Diretoria dos Trabalhadores (as) Rurais de Divinópolis, Eloir ressalta as vantagens das associações e cooperativas no fortalecimento da Apicultura. “Quando iniciei a coleta do mel, não existia nenhuma associação, então gastei quase R$ 4.000,00 na aquisição dos equipamentos (mesa desoperculadora, garfo desorpeculador, centrífuga e decantador). Hoje, os associados já podem utilizar os equipamentos da Associação sem nenhum custo.”

Outro benefício para os associados, segundo ele, é a compra de vasilhames para o armazenamento do mel a preços mais baixos, o que reduz os custos da produção e resulta em um mel com preço mais competitivo. Sem falar que, unidos, os apicultores da região têm mais condições para buscar melhorias para a classe e conseguir mercado fixo para os produtos – um dos problemas enfrentados.

 

Mel na alimentação

O pensamento de que mel é remédio está cada vez mais obsoleto, segundo a nutricionista Rafaela Magalhães, da Clínica Cemedi, em Palmas. Magalhães afirma que há pesquisas recentes comprovando os benefícios do alimento para a saúde humana, mas adverte que ele é tão calórico quanto o açúcar refinado, devendo ser evitado por quem está em dieta ou é diabético.

A nutricionista Gisele Pontaroli Raymundo acrescenta que o mel é um excelente energético, bactericida, antisséptico, antirreumático, vasodilatador, diurético, digestivo, hiperglicêmico, tonificante, antiespasmódico, sedativo, vermífugo, entre outros. Estudos mostram que ele é um bom coadjuvante no tratamento de problemas pulmonares, da garganta, do coração e da visão. Também tonifica e rejuvenesce a pele e os músculos. Há vários produtos de beleza à base de mel, como shampoos, cremes e hidratantes.

A própolis, substância resinosa coletada por abelhas em diversas partes das plantas, é um esterilizante natural, que protege a colméia de corpos estranhos e epidemias, garante Eloir. No meio social, desde a antiguidade, ela é usada de forma terapêutica. Os egípcios a utilizavam como bactericida e para embalsamar suas múmias; na atualidade é usada como um antibiótico natural.

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