Saturday, 25 de January de 2020

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Mercado imobiliário no TO reaquece em 2019; momento é propício para comprar, avaliam especialistas

03 Jun 2019
Divulgação Mercado imobiliário no TO reaquece em 2019; momento é propício para comprar, avaliam especialistas

O ano de 2019 traz boas expectativas para o mercado imobiliário. O Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Tocantins (Creci-TO) estima que o segmento tenha crescido uma média de 20% em vendas e aluguéis, em comparação ao ano passado, mesmo com o cenário de encolhimento do crescimento econômico do país.

Segundo o presidente do Creci, Jonnair Alves, não apenas o mercado imobiliário, mas também vários setores da economia passaram por momentos difíceis com a recessão econômica a partir do ano de 2014. De acordo com ele, o mercado é sazonal e no momento, há sinais altamente positivos para o setor, principalmente com bancos oferecendo linhas de financiamento com taxas mais atrativas.

Para ele, o momento é favorável para quem quer vender, mas principalmente positivo para quem quer comprar. "Tanto para vender como para comprar eu acho que a fase é boa, porém, vejo este momento mais favorável à compra devido às boas opções de ofertas que temos atualmente", pontua.

Jonnair explica que os novos empreendimentos que vêm surgindo na cidade, além de serem novidades para os potenciais clientes, trazem particularidades que ajudam a impulsionar as vendas do mercado como um todo. Ele esclarece que há demanda tanto para produtos que se enquadram em programas como o Minha Casa, Minha Vida, que tem como público-alvo clientes com renda mais limitada, até empreendimentos de alto padrão. "Não temos um público específico, mas o produto mais procurado hoje são os imóveis com preços atraentes, condições de pagamentos facilitadas, bom acabamento, infraestrutura e localização", diz.

Momento é de investir

De olho nesta demanda de mercado, João Paulo Tavares, diretor da JP Arquitetura, acredita que, apesar do mercado imobiliário ter passado por uma das maiores crises da história do país, Palmas consegue oferecer um panorama diferente por ser uma cidade tão jovem e requisitada por novos moradores. "Acredito que não apenas o nosso mercado, como toda a área do comércio e da indústria, vivenciou um momento tão crítico de recessão. Porém, nós vivemos em uma cidade jovem e recebemos pessoas de todos os lugares, que vêm em busca de oportunidades, de melhor qualidade de vida. Essas pessoas têm a necessidade de se alocar em algum lugar e por isso temos um mercado imobiliário com a possibilidade de reverter o quadro de recessão que passou".  

Ele explica que o atual cenário é de melhora e que os estoques das incorporadoras hoje é bem menor do que de três anos atrás, assim como a quantidade de lançamentos, que vem aumentando gradativamente. Como reflexo da crise, segundo João Paulo, a quantidade de lançamentos de novos empreendimentos diminuiu nos últimos anos. Essa realidade, ele conta, pode ser um problema caso o mercado aqueça rapidamente nos próximos meses. 


"Hoje temos poucos imóveis que foram lançados nos últimos três anos. Isso será um grande motivo para a falta de produto na praça no futuro próximo. Com isso o valor dos imóveis tende a subir, assim como o valor do aluguel. A cidade não para de crescer e com uma população em idade fértil as famílias continuam crescendo e tem necessidade de buscarem melhores e mais opções de moradia", pontua.

No mercado há 15 anos, a JP Arquitetura hoje conta com mais de mil unidades entregues no mercado palmense e 15 empreendimentos. Mesmo com o cenário atual a incorporadora continua executando, entregando e vendendo suas obras. Com foco em apartamentos de até 110m², a empresa optou por apostar em empreendimentos com tamanho médio, por identificar que a maior fatia do mercado está em busca de imóveis que estão dentro desta metragem. 

"Temos apartamentos de 62m², de 66m², 73m², 87m², 100m² e as coberturas duplex com 180m² e 200m². Essa é a faixa que a JP Arquitetura decidiu focar. O que buscamos ter como diferencial são produtos modernos, com tecnologia, e  acabamentos que satisfaz o gosto do público mais detalhista. Clientes que não olham apenas a metragem ou o preço, mas que pagam pelo produto de qualidade e que invistam em empreendimentos e empresas que tenham a preocupação com conceitos sustentáveis. Este é o foco da JP, para este e para os próximos anos".

Para o empresário, o momento para os investidores é excelente. Com a crise enfrentada pelo mercado, as empresas deixaram de reajustar os valores dos seus apartamentos. E segundo João Paulo, nesse momento em que o mercado projeta um reaquecimento forte, quem não adquiriu sua unidade, tem a oportunidade de comprar com boas ofertas de preço, em boas localizações e bons produtos. 

"Certamente quem puder fazer aquisição do seu imóvel agora, vai poder contratar, se for através de financiamento, por uma das taxas de juros mais baixas que os bancos já ofereceram e com preço que têm grande espaço para valorização. Quem comprar agora vai ter um excelente retorno e um imóvel valorizado. A tendência é que, com o reaquecimento do mercado, falte produto, e o aluguel aumente, assim como o preço dos imóveis, porque vai demorar um pouco para termos a quantidade de lançamentos na mesma velocidade de antes", esclarece.

Com uma realidade de mercado diferente de anos atrás, para o empresário, hoje o cliente está mais seletivo. Por conta das informações cada vez mais rápida nas mídias, quem quer compra pode fazer sua escolha sem mesmo sair de casa. Para João Paulo, mesmo com a forte concorrência, devem permanecer no mercado as empresas que consigam entender o perfil dos clientes e ofereçam bons projetos com localizações diferenciadas e cada vez mais melhores acabamentos, com verdadeiro custo-benefício. 

"Ficarão no mercado as empresas que não se preocupam em apenas em vender metro quadrado, mas preocupam-se com a experiência, e com a satisfação que aquele cliente vai ter durante o processo da compra e moradia no imóvel. O mercado está aberto para todos, existe espaço para todas as empresas, mas o público seleciona aos poucos quais empresas vão ficar no mercado de acordo com a história e com aquilo que as empresas tem feito e oferecido em vantagens para seus clientes", finaliza. (Fonte: ADEMI-TO)

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