Tuesday, 20 de October de 2020

GERAL


Tragedia

Museu Nacional, a tragédia como alerta

03 Sep 2018

É muito difícil falar, e até raciocinar, sob o impacto de uma tragédia. O incêndio do Museu Nacional é uma grande perda para a cultura nacional e mundial e a mostra do desleixo com que o Brasil trata o seu patrimônio histórico, artístico e cultural. Infelizmente, pouco deve ter sobrado dos 20 milhões de peças e objetos ali reunidos ao longo de dois séculos. Hoje o país chora sobre o sinistro, inclusive autoridades e figuras que poderiam ter evitado o triste fim, mas não o fizeram. As promessas de providências desfilam sob o impacto do ocorrido e, como sempre, será difícil nelas acreditar no cumprimento dentro do um Estado inchado, perdulário e sem compromisso com sua história, que muitos tentam mudar ao mais deslavado sabor ideológico.

                Independente do que vai se empreender em relação ao museu consumido pelas chamas, urge observar a existência de outros museus e de imóveis e empreendimento cujo valor histórico, artístico e cultural são oficialmente reconhecidos, ma não recebem os devidos cuidados e poderão ter destino análogo. Em São Paulo, o Museu do Ipiranga passa um extenso período de 9 anos fechado para reformas, o Museu da Palavra pegou fogo e centenas, talvez milhares, de prédios tombados por abrigar a história local, regional ou nacional, padecem por falta de investimento e política factível de manejo.

                Apagado o fogo, o Museu Nacional certamente continuará vivo através dos registros de pesquisadores e pelos meios de comunicação sobre o material ali reunido. Por justiça, também deverão integrar o acervo, os muitos alertas constantes de matérias jornalísticas, ignorados pelas autoridades, quanto à sua conservação e segurança.

                O país precisa encontrar meios de preservar e assegurar a integridade de instalações, acervos e documentação histórica. Criar políticas possíveis para a catalogação, guarda e segurança dos materiais, manutenção de prédios históricos e sua disponibilização para o conhecimento e valorização da população. Não podemos ter acervos como simples depósitos de coisas velhas, e prédios tombados apenas como ônus a seus proprietários impossibilitados de deles dispor livremente e sem condições de mantê-los como peças de contexto cultural. Em vez de programas de renúncia de receita para apoiar artistas que já são sucesso ou que não conseguem levar platéia a suas sofríveis apresentações ou, ainda, são figuras ideológicas, melhor seria que esses programas servissem para conservar e apoiar o permanentemente ameaçado e degradado patrimônio cultural.

                Que o triste episódio do Museu Nacional sirva de alerta em relação aos demais empreendimentos culturais negligenciados em todo o território brasileiro. A União, os estados e os municípios possuem muitas instalações culturais e históricas problemáticas. Acautelem-se antes que tenham de lamentar sua perda e justificar o injustificável.  

 

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

COMPARTILHE:


Confira também:


Ocorrência

Ação da Polícia Civil resulta na libertação de refém e na prisão de cinco homens, incluindo um policial civil aposentado do Maranhão

Mulher foi mantida refém desde o último sábado e era ameaçada de morte por conta suposta dívida contraída pelo marido.

Tocantins

Governo do Tocantins moderniza unidades de atendimento do É Pra Já

Através da capacitação dos servidores e melhorias na infraestrutura, as Unidades garantem atendimento de qualidade aos cidadãos


Palmas

Eli Borges se reúne com produtores rurais onde apresenta suas propostas para gerar cerca de 3 mil empregos no campo

Eli Borges vai buscar mecanismos para fomentar a instalação de agroindústrias; fortalecer o projeto de criação de peixe em cativeiro; atrair indústrias para processamento do pescado; e perfurar poços artesianos para os produtores que enfrentam a falta d’ág


Palmas

Cinthia Ribeiro diz que som ambiente com voz e violão está liberado em Palmas, sem aglomeração

Com o entendimento sobre a liberação do som ambiente, mas desde que não ocorra aglomeração, a Prefeita Cinthia frisou: “em nenhum momento proibimos o som ambiente, mas os shows e aglomerações sim"


Eleições 2020

Alan Barbiero ressalta implantação da UFT e reforça compromisso com a educação


Ruth Almeida

História da chef Ruth Almeida é contada em festival de gastronomia no Maranhão


Agentes

Para ampliar as ações de proteção ambiental, Cinthia promete concurso para Agentes de Fiscalização


Palmas

Joseph Madeira se reúne com músicos impedidos de trabalhar pela Prefeitura


IPTU

IPTU de 2021 em Palmas não terá aumento e taxa para eventos será suspensa, garante Cinthia


Estado

Governo do Tocantins promove reuniões on-line para orientações aos municípios



  Blogs & Colunas



Entre nós

Virgínia Gama


Arquitetura & Design

Riquinelson Luz


Vida Plena

Valquiria Moreira


As Tocantinas

Célio Pedreira