Wednesday, 01 de April de 2020

GERAL


Bibliotecas

Palmas conta com quase dois livros por habitante

18 Jul 2008

Palmas oferece hoje à população um acervo que satisfaria qualquer leitor ou estudante. São mais de 250 mil livros em áreas de estudo específicas e de literatura, distribuídos em 27 bibliotecas que podem ser acessadas por toda a comunidade. Isso representaria um total de quase dois livros por habitante na capital do Estado. Mas a população realmente utiliza esse acervo?

Para a representante do Conselho de Biblioteconomia do Estado, Ana Maria Sanches, as bibliotecas poderiam ser mais bem utilizadas. Segundo ela, falta a conscientização da população de que existe um rico acervo na Capital que pode ser utilizado por todos. Ana Maria ainda ressalta a importância dos professores incentivarem seus alunos à prática da leitura. “O professor deve ser mais agressivo e se aproximar mais do leitor para incentivá-lo, já que temos excelentes bibliotecas em Palmas”, adverte.

O maior acervo da capital está na UFT - Universidade Federal do Tocantins, que conta com um total de aproximadamente 50 mil exemplares, entre 30 e 35 mil títulos, além do acervo de periódicos e vídeos. O bibliotecário da universidade, Paulo Roberto Moreira, garante que esse acervo está em constante atualização. Essa é também uma das bibliotecas que conta com o maior número de usuários na cidade. Ela atende por volta de 900 usuários por dia, e realiza uma média de 600 empréstimos e devoluções diariamente. Paulo acredita que esta grande movimentação se deve ao fato de a biblioteca funcionar nos três turnos, de segunda a sexta-feira.

A maior parte das bibliotecas já está automatizada ou em processo de automação. Elas geralmente possuem seus acervos voltados para a área de atuação do órgão ou para os cursos que as instituições onde estão localizadas oferecem. Segundo os bibliotecários, a maior parte dos usuários são pessoas vinculadas a essas instituições ou órgãos, apesar de algumas delas serem bem freqüentadas pela comunidade em geral. “Além dos alunos e funcionários da universidade, a comunidade também procura a biblioteca para pesquisas ou para estudar para concursos e vestibulares”, explica Paulo Roberto.

Com exceção da biblioteca do Colégio Marista, que está aberta apenas aos pais, alunos e funcionários, todas as outras bibliotecas da Capital estão abertas à população para a pesquisa e estudo. No entanto, a maior parte delas só faz empréstimos para pessoas vinculadas às instituições. Nesse caso, a comunidade pode pesquisar in loco, e fazer cópia de até 10% do conteúdo de cada exemplar. Normalmente a cópia é feita dentro da própria instituição. Já nas bibliotecas públicas municipais e estaduais, e na Biblioteca da Fundação Fé e Alegria, o leitor pode realizar empréstimos, desde que faça um cadastro de usuário. Para a realização do cadastro, o usuário deve apresentar seus documentos pessoais, comprovante de endereço e foto. Um diferencial também está na biblioteca da Procuradoria da República, que tem sua base de dados da Rede de Bibliotecas do MPF– RMPF disponível para consulta no endereço eletrônico www.prto.mpf.gov.br. A biblioteca ainda integra a Rede de Bibliotecas e Unidades de Informação Cooperantes da Saúde – Brasil. O objetivo da Rede BiblioSUS é ampliar e democratizar o acesso à informações sobre saúde pública, além da distribuição de edições do Ministério da Saúde. “A biblioteca da PR/TO está a serviço de nossos membros, servidores, estagiários, terceirizados, mas também do cidadão brasileiro e tocantinense, principalmente de quem tem dificuldade para acesso à informação”, afirma a bibliotecária Ana Maria Sanches.

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