Wednesday, 08 de July de 2020

GERAL


Por uma educação de qualidade para todos

08 Jul 2009

A realidade que temos hoje, sendo vivenciada frequentemente em muitas de nossas escolas, está vinculada à violência, intolerância e descaso dos profissionais da educação com a formação integral dos discentes e isso é apenas alguns dos problemas enfrentados no meio educacional atualmente. Além dos problemas citados temos ainda a má formação e remuneração, a precariedade das condições de trabalho e a burocracia escolar, o que tem causado descontentamento e desinteresse da classe docente.

Tudo isso parece ser um grande descomprometimento coletivo, o qual tem afetado profundamente toda a sociedade que parece apática e conformada com a situação vigente. O que nos tem faltado para adquirirmos ou readquirirmos o interesse pelo conhecimento? Por que encaramos os estudos como sendo um fardo pesado e só o toleramos porque é necessário ou imposto? Será que é porque tem faltado investimento, interesse, boa vontade, tecnologia ou será que nos acostumamos a reclamar e não fazermos nada? Ficam os questionamentos.

A problemática da educação parece sempre posta em segundo plano. A todo o momento escutamos coisas como: o futuro do país está na educação; mas se é assim, por que nós não a melhoramos? Por que os nossos governantes não investem nesse setor? Por que a sociedade não cobra medidas efetivas para a mudança desse quadro vergonhoso em que nós nos encontramos? Ontem, na palestra de Cristóvão Buarque, no Seminário Internacional Distintos Olhares realizado na UFT, ele disse uma verdade que foi muito aplaudida, ou seja, foi dito que o governo federal investirá milhões de reais na exploração de petróleo do pré-sal, investimento este que poderia ser feito na pré-escola, pois o governo vai investir em algo que daqui a mais ou menos 20 anos se esgotará; mas se ele investisse o mesmo valor que investirá no pré-sal na pré-escola, daqui aos mesmos mais ou menos 20 anos, estará formando cidadãos capazes de gerar inúmeras possibilidades positivas para o nosso país e o mundo, isto é, investir na educação é investir em uma economia sólida para o futuro. A economia, carro chefe da sociedade global contemporânea, só é forte se houver investimento em educação, então, por que alguns governos não têm como prioridade o investimento em tal setor? Será um complô das elites dessas nações para continuar dominando?  

Aplaudimos de pé e até ficamos momentaneamente sensibilizados com elucidações como estas, mas e quando as luzes se apagam, o que realmente estamos fazendo para mudar esse quadro de descaso com a educação e consequentemente com o futuro do nosso país?

Sabemos que, devido às mudanças climáticas, resultado de um desenvolvimento predatório, teremos pela frente inúmeros problemas ambientais, sociais e econômicos, portanto que tipo de pessoas nós estamos formando para lidar com os problemas que nós, no passado e no presente, estamos criando? São muitos os questionamentos e os nossos braços parecem continuar cruzados.

Devemos abandonar as políticas educacionais arcaicas, as quais há mais de 150 anos vêm influenciando a educação e direcionado para a elite hegemônica, a educação do poder, das melhores escolas, enquanto o filho do operário está segregado em escola pública sucateada, repetidora da educação dogmática e adestradora.

Enquanto filhos de patrões e operários não estudarem na mesma escola, isto é, não tiverem acesso à mesma qualidade de ensino teremos esse "apartheid" educacional, que nos tem causado danos os quais já começamos a sentir os efeitos.

Na década de 1970, o governo militar tinha uma frase sobre a importância do adensamento populacional e a abertura da rodovia BR 163 na porção norte do Brasil, mais precisamente na região amazônica, que dizia o seguinte: "É preciso integrar para não entregar". Isso em uma época de preocupações com a soberania e a segurança nacional, mas apenas me referindo a essa frase, e não fazendo apologia à ditadura militar, circunstância na qual essa frase surgiu, penso que a integração educacional em todos os níveis faz-se necessária também para a segurança da nossa soberania nacional. Ou seja, se o que antes nos preocupava eram questões territoriais, hoje são questões educacionais, as quais, devidamente implementadas, assegurarão a nossa identidade e um progresso consciente. Mas, voltando aos problemas futuros, nós enfrentaremos de forma potencializada os problemas que hoje já existem, como crises de abastecimento de água, de alimentos, de terras, entre outros. E sem investimento na educação, que é a principal formadora de profissionais que atuarão no campo da pesquisa e desenvolvimento (e espero que esse desenvolvimento seja principalmente humano e não apenas tecnológico), nós ficaremos, ou melhor, continuaremos reféns de outros governos. Por isso, e muito mais, é necessário educar para libertar, para emancipar o cidadão, as sociedades marginalizadas e os países periféricos para, quem sabe, equalizarmos as diferenças.

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