Monday, 18 de November de 2019

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Seminário de Agroecologia debate fortalecimento das cadeias produtivas de forma sustentável e consciente

14 Oct 2019    12:18    alterado em 14/10 às 12:18
Aldemar Ribeiro - Secom Seminário de Agroecologia debate fortalecimento das cadeias produtivas de forma sustentável e consciente

Com a participação de cerca de 300 pessoas, o Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins – Ruraltins, e Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp/Ulbra) realizou o VI Seminário Estadual de Agroecologia do Tocantins, com o tema Bioeconomia no Desenvolvimento Rural Sustentável. O evento ocorreu no auditório da universidade na sexta-feira,(11), com as presenças de autoridades federais, estaduais e municipais, além de professores, alunos, técnicos e agricultores que juntos debateram e trocaram experiências visando fortalecer as cadeias produtivas que utilizam os recursos naturais de forma sustentável e consciente.

A abertura do encontro foi feita pelo presidente do Ruraltins, Thiago Dourado, que na ocasião falou sobre a relevância da discussão proposta (Bioeconomia), que se torna cada vez mais atual, sendo uma forte tendência para reduzir os problemas gerados pelo modelo tradicional de agricultura, e o Ruraltins, por meio de uma gestão séria e comprometida, trabalha no fomento de alternativas que fortalecem a agricultura familiar.

“A Bioeconomia é um conceito que há dez anos era considerado futurístico, e as pessoas que acreditavam nisso não sabiam se daria certo ou não. Hoje, o que se vê é uma tendência muito forte de se tornar realidade. A agroecologia é um modelo de produção agrícola, que não considero como uma alternativa de produção, mas sim uma evolução ao modelo de produção. E quem acreditou e levantou essa bandeira, há algum tempo, observando o público que vem abraçando esse conceito, é uma pessoa que realmente bebeu fonte de água limpa. E uma das coisas mais importantes que o governador Mauro Carlesse defende, é que devemos acreditar nas pessoas, pois elas podem transformar o ambiente onde vivem em um lugar melhor, alcançando vida digna, mais produtiva, tendo riqueza e gerando renda dentro da pequena propriedade. O Ruraltins, que visa cidadania e a dignidade no meio rural, quando fala de sustentabilidade, de agroecologia e de tudo que estamos vivenciando aqui, trabalha em cima de uma demanda, por esse tipo de produto, e esse produto, pode sim gerar renda dentro da propriedade. E com muito esforço e acreditando em novas perspectivas que estamos, hoje, realizando esse encontro”, ponderou Thiago Dourado.

Para o reitor do Ceulp/Ulbra, Adriano Chiarani, os debates são meios de propor uma dinâmica diferente dentro do contexto já existente. “O tema bioecomia é pauta de grandes organizações, em fóruns pelo mundo todo, e que bom podermos dialogar aqui no Tocantins, com movimentos que são referencia em nível nacional. A Ulbra está  desde o começo presente no Estado, e vem por meio do conhecimento, mudar a realidade de onde está.  Seja por meio dos 20 cursos existentes, ou dos cursos das Ciências Agrárias, que são Agronomia e Medicina Veterinária”, frisou.

O Superintendente Substituto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Eustáquio Ferreira, ressaltou a mudança no comportamento da sociedade. “Ao longo dos anos a gente observa uma mudança no sentido de buscar a preservação da nossa Terra, e isso vem muito do produtor rural, que na sua intuição e sabedoria nos ensina como nos comportar. É impressionante esse saber. Aos jovens peço que não desprezem o saber dos mais velhos, e preservem a natureza, para seus filhos, netos e futuras gerações”, disse.

Prestigiando o seminário, o Secretário da Agricultura, Pecuária e Aquicultura, César Halum, observou que a agroecologia é um mercado crescente no Brasil. “Precisamos acompanhar essa evolução, e o Tocantins pode ser uma referencia nessa área. As pessoas nos centros urbanos, buscando um estilo de vida mais saudável, estão começando a exigir. Por isso, é necessário nos adaptarmos, para sermos uma referencia na produção altamente sustentável. O grande desafio no Tocantins é produzir e preservar. E vejo no seminário uma oportunidade para estimular os produtores a adotarem essa prática de produção, porque o mercado vem exigindo isso”, destacou o secretário.


Teatro Mumbuca

Após os pronunciamentos de abertura, a programação do Seminário seguiu com a apresentação do tradicional Teatro Mumbuca, encenado por um grupo de pessoas da Comunidade Mumbuca, do município de Mateiros, que de uma maneira divertida, mostrou seu modo de vida, o surgimento do artesanato do Capim Dourado, confeccionado pelas mulheres do Jalapão, ao som do toque da viola de buriti, ressaltando a lida com a natureza e o orgulho de ser jalapoeiro.


Conhecimentos

As palestras, em Bioeconomia e agricultura familiar, ministrada pela consultora Ervanda Timm, (Mapa); Desafios e Perspectivas da Produção de Bioarte para a Agricultura Familiar, explanada pela extensionista rural e assistente social do Ruraltins de Caseara (TO), Francisca Helena Rosendo; e Agroecologia e Plantas Alimentícias não Convencionais (PANC) Têm tudo a ver, realizada pelo professor doutor, Valdely Kinnupdespertaram grande interesse, e os participantes aproveitaram a oportunidade para tirar dúvidas sobre as temáticas apresentadas.

“Nós temos ai um rol de 10 mil plantas no país que são comestíveis, mas que não estão na mesa do brasileiro, e a gente precisa quebrar essa monotonia alimentar. Então, está na hora do Brasil, olhar para essas frutas e hortaliças PANCs, com outros olhos, e trazer isso para cardápio do dia a dia, gerando emprego, renda e a conservação da natureza com esse material genético, que a gente encontra”, avaliou o biólogo Valdely Kinnup, se referindo as Plantas Alimentícias não Convencionais. 

Keile Beraldo, professora da Univerdade Federal do Tocantins, avaliou o seminário como de extrema importância, porque veio ao encontro do que acontece no mundo. “Atualmente o que se prega  é usar os recursos naturais de forma mais objetiva possível, sem desmatar e degradar. O Tocantins tem muitos atrativos, então mostrar aos agricultores que existe esse potencial, compartilhando isso com eles, é valorizar o que temos na nossa terra”, disse Keile Beraldo, professora da Univerdade Federal do Tocantins.


Caminhada Agroecológica

Após as explanações, os presentes participaram de uma caminhada para o reconhecimento de algumas PANCs, nos Cultivos Agroecológicos do Ceulp/Ulbra, no Terraquarium, com o Prof. Dr. Valdely Ferreira Kinupp. A programação contou ainda com trocas de sementes entre os participantes e distribuição de mudas de ipês.


Feira Agroecológica

Paralelo a programação do VI Seminário de Estadual de Agroecologia, ocorreu a Feira de Produtos Agroecológicos, com estandes para exposição e comercialização de produtos alimentícios, bem como artesanatos, provenientes de atividades agroecológicas, e de manejo agroextrativista e empreendimentos de economia solidária.

Os participantes e visitantes aproveitaram a oportunidade, e levaram para casa alguns desses produtos, a exemplo de Sonia Pedras, de Belo Horizonte (MG).  “Aproveitei a feira para comprar peças decorativas confeccionadas de palha de babaçu, feitas pela artesã de Taquaruçu, Maria Tereza Rodrigues”, disse a visitante.

Na barraca da agricultora Jovita Rodrigues, da comunidade Barra da Aroeira, a variedade de produtos chamou a atenção do servidor público Sebastião Paz.

“Esse é um evento que traz conhecimentos fantásticos para as pessoas no geral e como também ao produtor rural. Além disso, oportuniza a aquisição de produtos originários do campo”, frisou o servidor, complementando que estava levando pra casa feijão, farinha, polpa de frutas, dentre outros produtos agroecológicos.


Apoiadores

O seminário contou ainda com o apoio da Prefeitura Municipal de Palmas, Comissão da Produção Orgânica (CPOrg), Unitas Agroecológica(Ceulp/Ulbra), Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Universidade Federal do Tocantins (UFT), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuário (Embrapa) e Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

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