Thursday, 06 de August de 2020

GERAL


Singularidade do Cristianismo

04 Feb 2009

De um modo geral, os grandes problemas da religião são a morte, a dor, o erro e o pecado. A História nos mostra que somente o cristianismo dedicou-se a todos eles de modo completo.

O Cristianismo é a única religião que considera os quatros problemas (morte, dor, erro, pecado) e mostra de que maneira um está relacionado ao outro. A dor e o erro são resultantes do pecado. O pecado pode ser vencido pela morte e, através da morte, a personalidade atinge sua perfeição nAquele que é o Modelo e a Causa da Redenção.

Para o Cristianismo, o homem é um ser "livre". Porém, como criatura, ele depende do Criador. Isso significa dizer, essencialmente, que ele é independente por ser dependente. Nesse sentido, a sua liberdade consiste em submeter-se a Deus; sua "falsa liberdade" está em não querer reconhecer essa dependência. A recusa da condição de criatura é a fonte da dor e do erro, da frustração, das psicoses e neuroses, pois o mal se destrói a si próprio. Por ser autoconsciente, o homem tem, necessariamente, ou que se elevar à união com a Vida, a Verdade e o Amor, que é Deus, ou então cair em autoafirmação, em autossatisfação, em autocomplacência. Se o macaco, por exemplo, não pode ser outra coisa senão macaco, o homem, por sua vez, tem a possibilidade de tornar-se "filho de Deus".

O "abuso da liberdade" origina a dor, o erro, o sofrimento e a morte. Todavia, eles podem ser corrigidos, não pelo homem sozinho, mas tão pouco sem o homem. Este deve participar da sua redenção. A fim de que tal redenção não tivesse de ser imposta ao homem por fatores a ele externos, convinha que a união de Deus e do homem se efetuasse nos domínios da liberdade. O primeiro sinal da livre submissão e do consentimento do homem ao ingresso de Deus em seu mundo decaído, como Causa Recriadora, foi o assentimento da Virgem Maria: "Faça-se em mim segundo a tua palavra". Portanto, o impulso inicial para a regeneração humana foi dado por meio de um ato de liberdade e, de então para cá, ninguém merecerá a redenção, a não ser por um ato livre, a exemplo de Maria.

Em sua natureza, o pecado é contra Deus. O mal não pode nunca demonstrar maior poder do que demonstrou ao pregar Cristo na cruz. Porém, tendo sido derrotado pela Ressurreição, jamais poderá ser novamente vitorioso. No Calvário, as más ações são vistas como uma livre recusa ao Amor e, ao mesmo tempo, dor, sofrimento, erro... tudo se ajusta aos cânones da Redenção, afinal, a vitória de Cristo não foi apenas a vitória sobre a morte, mas por meio da morte, uma vez que foi a vitória do autossacrifício, e o autossacrifício nunca se completa enquanto não se dá a própria vida. É importante lembrar sempre que a dor, o mal, o erro não foram extintos com a "morte e ressurreição de Cristo"; continuaram a existir até o "julgamento final", como "castigo" pelo o pecado, embora os homens, regenerados em meio a tais padecimentos, possam utilizá-los, a exemplo de Cristo, para a própria salvação. Assim, ao invés de serem obstáculos, transformam -se em matéria-prima da espiritualidade.

No mundo, não existe nenhuma outra religião que dá à morte o valor que o Cristianismo lhe dá. Ou seja, as outras religiões isolam a morte do pecado. Ela é considerada irreal ou libertação do espírito, ou o sucumbir do corpo, que é considerado um obstáculo à união com Deus. Para o Cristianismo, no entanto, a morte é, ao mesmo tempo, castigo do pecado e condição para a felicidade eterna. Portanto, como afirmei anteriormente, a única religião que faz uma síntese de todos os problemas mencionados, que demonstra de que maneira um resultou de outro, e de que maneira cada um deles pode ser usado como instrumento de vitória, é o Cristianismo. Ele não nos dá o retrato da derrota seguida da vitória, da dor seguida da alegria ou da morte seguida da vida, mas apresenta-nos a conversão de uma na outra. A derrota converte-se em vitória, o pecado torna-se uma feliz culpa; a morte converte-se em vida. Uma outra característica do Cristianismo é que ele é a única religião que consegue dar sentido às alegrias e às tristezas. Ele preenche o abismo entre este mundo e o "outro". Declara que a salvação da alma é inseparável da salvação do corpo. O Cristianismo rejeita o mundo enquanto este for um poder a serviço do mal, mas afirma o mundo como obra de Deus, movendo-se em direção a Deus.

A dedicação à humanidade como tal, mais do que a dedicação à unidade ao preço da verdade, foi o segredo do poder do Cristianismo. Conquistar a unidade ignorando dogmas, rebaixando a moral e sendo tolerante a ponto de relaxar a mente é uma coisa; mas atingir a unidade sem nenhuma dessas concessões e sem transigir na defesa da Verdade aliada ao Amor é privilegio do Cristianismo. A única religião, também, cujo fundador teve pré-história foi o Cristianismo. Ninguém jamais soube, por exemplo, que Buda, ou Confúcio, ou os fundadores das outras religiões estivessem para vir. Os fundadores das outras religiões aparecem em plena eflorescência na cena histórica, pretendendo terem sido enviados por Deus e até mesmo pretendendo cada um deles, às vezes, ser Deus. Para terminar, o Cristianismo é a única religião identificada com a História, tanto no advento de seu Fundador, como na sua repercussão e influência sobre as civilizações subsequentes. É, também, somente no Cristianismo que se encontra a identificação da Pessoa com o ideal: "Eu sou a Verdade". Todos os outros disseram: "Aqui está a Verdade. Segui -a". Cristo não conheceu e não pregou outra verdade senão a si próprio.

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