Wednesday, 08 de April de 2020

GERAL


Imigração na Europa

Tocantinenses não pensam em voltar, apesar do rigor

18 Jul 2008

Enquanto os brasileiros comemoram o centenário da imigração japonesa (intitulando-os como insólitos responsáveis pelo desenvolvimento do país), os europeus estão em busca de uma divisão étnica, e esquecem que, há algumas décadas, “inundaram a América Latina, correndo com medo das bombas da Segunda Guerra”, como bem lembrou a presidente do vizinho Chile, Michelle Bachelet.

O governo europeu aprovou na última semana novas regras para expulsar imigrantes ilegais. A decisão gerou polêmica em todo o mundo, inclusive nos países em que a União Européia estabelece relações econômicas. As normas serão impostas aos imigrantes ilegais que residem na Europa, dentro dos 27 países que compõem a UE.

As normas estabelecidas pela chamada “Directiva do Retorno”, impõem direitos e deveres aos estrangeiros ilegítimos. De acordo com o dossiê da diretiva - que ainda tramita no Parlamento Europeu - os imigrantes ilegais têm um prazo de 30 dias para retornarem ao seu país de origem; caso desobedeçam ao prazo, eles podem ser presos em centros de detenção especial por até 18 meses, até o fim do processo, para assim serem expulsos. Os imigrantes só poderão voltar a visitar a UE cinco anos após o processo de deportação. Ainda de acordo com o dossiê, crianças desacompanhadas poderão ser presas, caso não haja possibilidade de contato com a família.

O decreto imporá ao governo de cada país a missão de prover direitos aos presos, incluindo refeições básicas e assistência jurídica gratuita. As regras foram votadas por diversos países que compõem a UE e que fazem parte dos esforços para criar uma política de asilo e imigração comum na Europa a partir de 2010. A norma da União, que já foi previamente aprovada pelos governos dos 27 países do bloco, entrará em vigor dois anos após sua publicação oficial. Estimativas indicam que há oito milhões de imigrantes ilegais nos 27 países do bloco.

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