Saturday, 21 de September de 2019

POLÍTICA


Iluminação pública

Câmara de Araguaína reivindica melhorias

21 Aug 2008

A Câmara Municipal de Araguaína discutiu em sessão realizada na última semana o serviço de iluminação pública. O maior questionamento na Casa gira em torno da taxa que é cobrada à população.

Para alguns parlamentares o serviço de iluminação não contempla o cidadão e a cobrança da taxa de iluminação é feita sem que o usuário seja de fato beneficiado com o serviço. A taxa de iluminação pública existe desde 2002 e foi aprovada na Câmara. Segundo o vereador Gideon Soares (PMDB), o número de requerimentos apresentados na Casa pedindo a reposição de lâmpadas nos setores é grande, o que demonstra na avaliação do parlamentar a falta de contemplação dos serviços pelo departamento responsável. “Os requerimentos vem em boa hora já que a Casa está aberta para discutir e defender a comunidade”, ressaltou.

Para a vereadora peemedebista Rejane, que apresentou requerimento solicitando reposição de lâmpadas em um dos setores da cidade, falta iluminação em muitos bairros de Araguaína. Segundo ela, o serviço não vem contemplando a real demanda do usuário, que mesmo sem o serviço vem pagando com rigor a taxa. “A Secretaria deve consolidar de fato o serviço de iluminação pública”, reclama a parlamentar.

Já o vereador Orivan (PR) rebate a vereadora e diz que é “possível andar nas ruas da cidade com os faróis apagados em razão da qualidade no serviço de iluminação”.

De acordo com o secretário de iluminação, João Carlos Jesuíno Oliveira, as famílias podem pedir a isenção da taxa, desde que procurem a secretaria e apresentem a solicitação por meio de ofício. Segundo ele, a secretaria possui uma equipe que vistoria o setor para constatar se há a necessidade da isenção. “Temos uma equipe que percorre as ruas para fazer o serviço de reposição constantemente, temos intensificado esse serviço”, informou.

Sobre a manutenção da cobrança da taxa, o secretário afirma que a cada mês são arrecadados cerca de 240 mil reais. Desse valor é retirado cerca de 200 mil para despesas como a conta de energia, restando pouco para investimento. “Esse custo é alto e a prefeitura arca com tudo. Não fica uma quantia para investir e trabalhamos em déficit”, finalizou. (Emílio Lopes)

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