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POLÍTICA


Benefício

Mães podem ter licença maternidade ampliada em Gurupi

24 Jun 2008

“Não é fácil sair de casa e deixar um bebê de quatro meses com uma babá ou com um familiar qualquer. Mas também nós não podemos abrir mão do trabalho para ser apenas mãe. O ideal seria que a licença maternidade fosse maior”. A afirmação é da mãe de um bebê de seis meses, Karina Oliveira, que ainda está amamentando e tem se desdobrado para conciliar a amamentação ao trabalho. “Não sei até quando vou conseguir. Antes de sair de casa, meu filho mama. Eu tiro um pouco de leite e deixo na mamadeira para a babá dar a ele quando ele sentir fome. Às vezes consigo ir em casa, mas não são todas as mães que têm a sorte que tenho”, disse.

Apesar de as mães serem aconselhadas a amamentar, a preocupação é que ainda não existem condições legais para que essas permaneçam ao lado dos recém-nascidos.

Pensando nesse dilema que as mães enfrentam é que o vereador Sávio Barbalho (PT) protocolou uma proposta de emenda à Lei Orgânica que propõe a ampliação da licença maternidade e paternidade, de 120 para 180 dias às gestantes, e de cinco para 15 dias aos pais.

De acordo com Sávio, a idéia dessa proposta é somar com a campanha que já vem sendo realizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Ordem dos Advogados do Brasil. Segundo ele, são mais de 80 cidades no cenário nacional que já aprovaram essa proposta, principalmente os municípios do nordeste.

De acordo com o parlamentar, a proposta apresentada se estende às servidoras públicas municipais, incluindo as servidoras do legislativo. “Neste primeiro momento, é destinado a esse núcleo de mulheres, porque é mais fácil de aprovação”, disse.

Sávio esclarece que, no senado e na câmara federal, há uma discussão de ampliação de licença maternidade para a iniciativa privada. Ele reitera que o aleitamento materno não pode ser apenas fonte de alimentação, mas também fonte de desenvolvimento afetivo e psicológico da criança.

De acordo com o vereador, a previsão é de que, nas sessões do mês julho, a matéria possa entrar na pauta de votação. “Se for aprovada, é bem provável que as mulheres possam ser beneficiadas já em meados de agosto e setembro”, conclui.

O vereador ressaltou que o projeto tem a adesão de mais cinco parlamentares.

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