Saturday, 07 de December de 2019

POLÍTICA


Ponto de vista

Vida saudável no devir da contradição?

07 Oct 2019
Vida saudável no devir da contradição?

Por Tatiana Costa Martins, psicopedagoga, orientadora educacional no município de Palmas, mestranda em Ensino de Ciências e Saúde UFT.
Lattes: http://lattes.cnpq.br/6950352355955961

Tantos assuntos alicerçam a vida cotidiana que falar de si pode soar, por vezes, displicente nos diálogos rotineiros, a não ser, é claro, que atentamente percebam-se as nuances de cada ser para consigo, sem de fato estabelecer uma visão narcisa de todas as dimensões da vida (uma primeira contradição?). Durante a leitura o êxito estará na opção de cada leitor.

Na era tecnológica, o devir político, moral, sexual e operacional dos sentidos (contradição à vista...) ora toma forma líquida, ora toma forma sólida conservadora, evidenciando de maneira gritante a própria essência humana fundamentada na cognoscência (discorde leitor!). A liberdade do entendimento, que pode prender-se a dogmas ou não, a crenças ou não, ao espírito e/ou razão (há separação?), desafia o sujeito humano a buscar-se no cotidiano e buscar no outro o que não conhece, e que por desconhecimento, por vezes não respeita, ora havendo a consciência do não respeito, ora havendo a consciência da tolerância relativizada pela própria visão de mundo, ora havendo apenas a certeza cega da certeza.

O intelecto garante a capacidade de dissonância, discrepância, disparidade e dualismo, sem que a passagem de uma posição à outra seja trágica ou romântica, sem que o antagonismo seja rotulado como falta de posicionamento. A rigidez do pensamento, embora necessária para o que se estabeleça como verdade (campo essencialmente pessoal), encontra na busca uma forma de escape e de movimento do próprio pensar, sem tornar-se uma ditadura da transformação, por ocorrer naturalmente, e o ser total que tira suas selfs olhando-se no retrovisor com o carro em pleno movimento tem a chance de apropriar-se de cada pensamento.

Na perspectiva de manipulação da estilística, sem o julgo do certo ou errado (se possível for), constroem-se as relações mediadas; e que outra forma haveria ao ser sujeito reconhecer-se social se não nas interações, aceitas ou negadas pelas vicissitudes e espectros. A dinâmica das contradições que pode ser mensurada no valor válido do trabalho abstrato, pode também encontrar escopo no prisma da radicalização que promove a falência das boas ideias, a pura contradição sociopolítica do Éden à atualidade.

Assim, e a estilística leva a uma contrária e nociva ideia de conclusão, desenlear-se das visões totalitárias aceitando-as como passagens de um lugar do pensar ao outro, pode... ou não..., apresentar-se como alternativa para viver as saudáveis relações no devir das contradições, e quem sabe esbarra-se no pilar ruído da tolerância, que não sendo prisão possibilita a cada um a escolha, permeada ou não pelo ato de refletir acerca de si e tudo o que há, sendo este tudo algo inimaginável.

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