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Outra história

Divergências em torno da fundação da ATL

27 Aug 2008

A história da Academia Tocantinense de Letras (ATL) gera discussões e controvérsias. A “disputa” em torno da “verdadeira” origem da instituição gera protestos e arrefece vaidades; ao que parece, o verdadeiro motivo causador de tais discórdias.

A matéria “Um giro pela Academia Tocantinense de Letras”, publicada na edição 234 do jornal O GIRASSOL, foi alvo de comentários, críticas e desabafos dos imortais acadêmicos tocantinenses.

O poeta e jornalista Zacarias Martins alegou que a fundação da ATL se deu em 1986, na cidade de Gurupi, e não em 1990, em Porto Nacional, conforme a matéria publicada com base nos registros da ATL. Segundo ele, o primeiro movimento para a criação da Academia foi em 1986, mas, como a entidade enfrentou dificuldades financeiras, não teve condições de expandir suas atividades. Logo após a criação do Estado, Zacarias teria buscado um novo rumo para a ATL, já que, para ele, a sede da Academia deveria ser na capital do novo estado.

Para Zacarias, os três acadêmicos fundadores da atual ATL - Liberato Póvoa, Ana Braga e Juarez Moreira Filho - fundaram a Academia de Letras do Estado do Tocantins com a sigla ALET, pois “não queriam que a ‘nova’ academia tivesse algum vínculo com a ‘antiga’, mesmo tendo eu deixado o Liberato Póvoa à vontade para fazer as  adequações que achasse necessárias”, alega Zacarias. “Posteriormente, creio que, uns quatro ou cinco anos depois, como a sigla ALET não pegou, mudou-se o estatuto e colocou-se a nova denominação”, explica.

Zacarias também faz uma ressalva: “para mim, são fundadores da ATL todos os acadêmicos que assinaram a ata de fundação, e não somente o Liberato Póvoa, Ana Braga e Juarez Moreira Filho, pois  é o que diz o estatuto da entidade”. De acordo com registros, participaram da fundação da Academia Tocantinense de Letras os seguintes escritores: José Wilson Siqueira Campos, José Liberato Costa Póvoa, Ana Braga, Juarez Moreira Filho, Zacarias Martins, Darci Martins Coelho, Antônio Luiz Maya, José Cardeal dos Santos, Joatan Bispo de Macedo, Ney Alves de Oliveira, Fidêncio Bogo, Jorge Moura Lima, Osvaldo Rodrigues Póvoa, Manuel Messias Tavares, Luiz Espíndola de Carvalho, Rui Cavalcante Barbosa, Nícia Vieira Araújo, Cleuza Benevides Souza Bezerra, Margarida Lemos Gonçalves, Mary Sônia Matos Valadares, Luiz de Souza Pires, Josefa Louça da Trindade, José Edmar Brito Miranda, José dos Santos Freire Júnior e Durval Godinho.

Eduardo Silva, atual presidente da ATL, afirma que, pelo fato de não ter estado presente na fundação da Academia, não sabe se houve reunião para que fossem discutidas essas questões. O que o presidente alega é que não existem registros na ATL que comprovem a fundação da Academia em 1986. “Inclusive, Zacarias Martins esteve presente na fundação da ATL, em Porto Nacional”, ressalta Eduardo, o qual declara que, em Gurupi, existe a Academia Gurupiense de Letras.

Quem está de acordo com essa informação é o escritor Mário Ribeiro Martins, autor do livro Retrato da Academia Tocantinense de Letras e membro da ATL. Segundo Mário, em Gurupi, foi fundada a União Brasileira de Escritores do Goiás. O escritor ainda afirma que “poderia até existir a idéia de se fundar a ATL na época, mas essa idéia só se concretizou em 1990, em Porto Nacional”, explica e confirma as palavras de Eduardo Silva: “não existe nenhum documento ou ata registrada que comprove esta fundação em Gurupi”.

 

 

Os ossos do ofício

Uma das grandes dificuldades enfrentadas pelos membros e, principalmente, pela presidência da ATL, além da sede própria que nunca foi construída, é a completa falta de recursos. “Desde a fundação da ATL, vivemos em sedes provisórias, recolocados de um local para outro”, desabafa Eduardo Silva. Com a criação da Fundação Municipal de Cultura, a ATL terá uma outra sede mais estruturada, prevista para até o final do ano, mas ainda provisória. Eduardo comenta que, em todo o país, as academias de Letras recebem a doação de um prédio histórico, “mas, como aqui não temos esse tipo de construção, o ideal seria que o Estado doasse um local para que tivéssemos nossa sede”, comenta.

Outro grande problema é com a questão financeira. Enquanto os imortais da Academia Brasileira de Letras recebem um salário de R$ 15 mil mensais, mais uma espécie de gratificação de R$ 1.500,00 por presença em cada reunião semanal, o trabalho aqui, até mesmo do presidente, é totalmente voluntário. “Claro que a realidade daqui é bem diferente, mas não recebemos ajuda de custo nem de combustível para vir cumprir expediente”, comenta indignado o presidente da ATL.

Indignado, mas com muito bom humor, Eduardo ainda citou que até mesmo o telefone fixo, que é usado pela ATL para contato com os acadêmicos, foi cortado sem comunicação prévia no último dia 08. “Esta foi uma dupla falta de consideração, pois o telefone é utilizado tanto pela ATL como pela Academia Palmense de Letras, e esta última é obrigação do município mantê-la”, desabafa. Eduardo tem realizado as ligações para os acadêmicos utilizando seu telefone celular particular e tem arcado com todo o custo das ligações.

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