Sunday, 17 de November de 2019

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Devido às eleições

Fecoarte só vai acontecer em 2009

10 Sep 2008

Após um intervalo de três anos, a Fecorte – Feira de Folclore, Comidas Típicas e Artesanato do Estado do Tocantins estará em pauta nas discussões do Conselho Estadual de Cultura (CEC/TO), a partir do início de 2009. De acordo com o presidente da Fundação Cultural do Tocantins, Júlio César Machado, a Fecoarte é uma das prioridades do Conselho, que vislumbrará grandes atrações do evento “a partir de 2009”. Machado disse que, no próximo ano, irá reunir todos os membros do Conselho, “para, juntos, discutirmos melhores propostas para a realização da Feira”. Segundo ele, o período eleitoral trouxe certos empecilhos para realização do evento, que, conforme calendário oficial, seria realizado este mês de setembro.

De acordo com o gabinete da primeira-dama do Tocantins, Dulce Miranda, atual organizadora do evento, a 10ª edição da Fecoarte “está em caráter de estudo para abertura da programação”. A última edição, que ocorreu em 2006, contou com público recorde e levou milhares de tocantinenses a conhecerem de perto a cultura das diversas regiões do Estado. Cerca de 160 mil pessoas visitaram a última edição, que aconteceu na pista do antigo aeroporto de Palmas. “Contamos com um grande público na ultima edição. Cerca de 96 cidades do Tocantins participaram, levando arte, cultura e conhecimento”, disse o presidente.

Para a artesã Maria Adeilaide, que fabrica peças em capim dourado há um ano, “a proposta da Feira é uma oportunidade para que, tanto os palmenses quanto os turistas da capital, possam apreciar os produtos regionais”. A feira é uma realização do Governo do Estado, por meio do Gabinete da primeira-dama, secretarias de Comunicação, Infra-estrutura e Trabalho e Ação Social e diversas autarquias. O evento é considerado uma das grandes manifestações artísticas do norte do país.

 

Presidente de associação lamenta ausência de Feira

Mônica Maria Sousa Ribeiro, presidente da Associação dos Artesãos de Palmas (Aarpa), diz estar empolgada com a possibilidade de participar, pela segunda vez, da Fecoarte, mas não esconde a insatisfação do não reconhecimento da categoria. “Esta Feira é uma porta que se abre pra gente. É uma pena que esteve fechada por tanto tempo”, lamenta a presidente. Para ela, os incentivos, tanto por parte do município quanto do Estado, estão cada vez mais incipientes. “Os associados têm me cobrado muito, inclusive sobre a realização da Fecoarte, e até sobre outras propostas prometidas pelo governo”, diz.

A artesã está apostando na 10ª edição da Fecoarte, que, para ela, será uma grande oportunidade de escoar os produtos que há muito tempo estão guardados na Associação. “Nós estávamos sem esperança alguma”. Maria aponta que o descaso com as feiras de Palmas está obrigando os artesãos a procurar outra forma de sobrevivência. “A Fecoarte vem para suprir a nossa carência. Pois o que se vê na feira considerada dos Artesãos (Praça do Bosque) é um centro de comércio de importados”, desabafa.

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